segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Prazer em ler: avaliando o Gestar

ACHO QUE É GRATIFICANTE LER UMA AVALIAÇÃO COMO A QUE SEGUE. DÁ A SENSAÇÃO DE QUE A GENTE CONTRIBUIU, DE VERDADE, PARA ALGUMA COISA MUUUUUUITO BOAAAAA. Ô DELÍCIA!!!!!!!!!!!
FOI ESCRITO POR UMA CURSISTA QUE ALÉM DE TODOS OS AFAZERES EXIGIDOS PELA NOSSA PROFISSÃO, FAZ SUA ESPECIALIZAÇÃO, É MÃE DE UM BB DE CERCA DE 6 MESES, ME MANDA SEMPRE COISAS MT ENGRAÇADAS E VIVE SEMPRE DE BOM HUMOR.
UFA!! REALMENTE SÓ MUITA DISPOSIÇÃO E DEDICAÇÃO, NÉ??
“Aliviando a bagagem...”

Acho que li essa frase em algum lugar...Desculpem se passo aqui uma sensação de cansaço:não é. A sensação é mais gostosa: é a do dever cumprido, Da tarefa realizada no sufoco, mas com a certeza dos objetivos alcançados.
O Gestar trouxe infindas contribuições para minha prática docente, principalmente pelo método objetivo de se trabalhar. Pela perspectiva dos gêneros textuais, que já aplicava em sala, foi bem prático dispor de sugestões sistematizadas e variadas que me possibilitavam escolhas,muitas adequações e fazeres.
Junto com o suspiro de alívio, vai um mais longo: o da saudade; sempre fica. E nesse caso, vem acompanhado da necessidade de um aprofundamento mais teórico, mais dentro da proposta do gestar, de vivenciar todas as atividades previstas nos TP’s. Digo assim, pois o que vimos foi de uma forma muito corrida e, muitas vezes, me vi pensativa na maneira de como adequar tal atividade à necessidade imediata do aluno (como estava previsto no planejamento). Isso me motiva a continuar estudando, me debruçando nas leituras sugeridas, a fim de que enriqueça mais os conhecimentos adquiridos nessa partilha tão prazerosa.
Destaco a participação empolgante dos alunos, que sempre pareciam está se dedicando mais às atividades, quando percebiam que eram as atividades do curso. Em alguns TP’s, aprofundei-me no estudo com a turma, pois devido à necessidade deles, o conteúdo adequou-se pertinentemente. É interessante lembrar que utilizei os estudos e atividades em minhas outras turmas de 2º e 3º ano do Ensino Médio, com muito sucesso. A parceria com as cursistas foi um espetáculo à parte. São professores muito competentes e criativos que estão fazendo a diferença, mostrando os trabalhos realizados com dedicação e muita empolgação. Aprende-se muito olhando os outros. Olhando a força de vontade da orientadora, que como nós, precisava correr contra o tempo ao nos repassar seus primores. E pacientemente esperar nossos retornos. Eles estão chegando, como o trabalho de formiguinhas, que insistentemente perseveram naquilo que aprenderam.


Adna Maciel S.Campos
Petrolina,29/11/2009. 23:55

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Projeto do Gestar é destaque na mídia local

O projeto de leitura e produção textual, solicitado como uma das atividades do Gestar, realizado pelas cursistas da Escola Paes Barreto envolveu toda a comunidade escolar e foi o evento mais importante vivenciado na escola, este ano.

A partir das ideias das cursistas Antonia, Everlandia, Clara e Edivângela, os alunos das diversas séries produziram textos dos mais diversos gêneros. Elas ainda conseguiram envolver desde professores de outras disciplina, (inclusive as que são cursistas de Matemática), funcionárias da biblioteca, até o pessoal que cuida da limpeza da escola. O que percebi foi um trabalho de uma equipe coesa e integrada, cujo objetivo maior foi resgatar valores e valorizar a cultura local e regional a partir da leitura e produção de textos.Os alunos produziram desde a logomarca do projeto até resumos das pesquisas sobre danças, poetas e outras personalidades da região.
O resultado foi um dia muito movimentado na escola com a exposição das produções em stands muito bem organizados, apresentação de danças, músicas, poesias, entre outras.

Entre os convidados, estávamos eu, a coordenadora do Gestar em Petrolina, a diretora da GRE e a imprensa local. À noite, toda a região tomou conhecimento do evento na matéria exibida no jornal da TV
(Ô POVO CHIQUE, MEU DEUS!!!!!!)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

E O MUNDO VAI VER UMA FLOR


“E o mundo vai ver uma flor brotar do impossível chão”
Hoje, ao acordar e encontrar essa dupla na minha garagem, lembrei desse verso de Bethania e relacionei as duas coisas com outras.
Uma delas é o Gestar na vida de todos aqueles que se deixam levar pelas propostas do programa e dos teóricos que contribuíram com a produção dos cadernos. Aquelas pessoas, por mais que estejam pessimistas com os rumos da educação no nosso país, por mais que se sintam desestimuladas diante de tantos desafios, sentem-se novamente desabrochar. As idéias e a vontade de compartilhar o saber recomeçam a brotar, e elas se sentem como a nossa dupla da foto: nascendo no impossível chão.
Também fiz relação com a minha vida. Às vezes sinto as coisas tão difíceis que tenho vontade de jogar a toalha e pedir arrego (ou pinico, como devem preferir aqueles com quem brinquei quando criança), mas aí, surge algo, aliás, surgem pessoas que me fazem novamente acreditar. Nesse momento me sinto como a nossa dupla: corajosa, forte e certa de que também consigo realizar tal proeza. (no meu caso, REnascer no impossível chão).

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

GESTARGENTE PERNAMBUCO = ENCONTRO + AVALIAÇÃO + REALIZAÇÃO

Vocês devem estar se perguntando:
É só uma rima???
É uma combinação esdrúxula???
Ou é mais um neologismo criado por essa criatura "só pra se amostrar"???
Eu respondo: não é nada disso. É a combinação de palavras que procura expressar a sensação que tenho ao chegar de Gravatá, onde foi realizado nosso momento de avaliação. Foi um momento tão rico, tão cheio de coisas boas – teve um instante de angústia, mas foi só pra deixar a coisa mais emocionante – que não encontro outra forma de definir.
Avaliar costuma ser difícil, auto- avaliar-se, então, nem se fala. Mas dessa vez, vejo pessoas alegres, realizadas e com a sensação de que venceram ao aprender e compartilhar seus conhecimentos com outros professores e alunos que conseguiram refletir e crescer. E tudo isso, com simplicidade e coragem para enfrentar os entraves (que não foram poucos).
O primeiro momento foi de muito abraço e zoada. Era o povo todo falando ao mesmo tempo, comentando sobre tudo (tipo: “Vixe !! Como teu cabelo cresceu!!” “Tá loira, hein? Ficou mais bonita” “E aí? Continua com aquele projeto?”) e depois, de maneira mais organizada, desabafando sobre o percurso feito enquanto formador do Gestar 2 (soltando os cachorros, mesmo !!), compartilhando a experiência vivenciada. Ouvimos de tudo: um grupo era proibido pela coordenadora local de se reunir quando ela não pudesse estar presente; outro, teve que custear o material usado pelos cursistas; alguns precisaram pagar o transporte usado para chegar até o local em que estava a turma. No meu caso, pude dizer da minha alegria ao perceber que os problemas enfrentados por nós, aqui na cidade, foram pequenos quando comparados com os das colegas (apenas alguns diretores dificultaram um pouco o trabalho dos cursistas em sala de aula). O que sobressaiu nesses depoimentos foi a visão da garra, da disposição e do crescimento coletivo e individual.
No segundo momento, tivemos acesso a um resumo dos trabalhos realizados por cada formador.
Mostrei meu blog, exibi, orgulhosa, o da minha turma de cursistas e concluí bem rapidinho. Deixei registrado que o mais importante do gestar é que ele nos abriu perspectivas e nos mostrou um dos caminhos para que a coisa funcione melhor em sala de aula.




Vilani levou um vídeo muito lindo e bem feito (segundo ela, com a assessoria do seu parceiro e marido) com a fala de algumas cursistas e de alguns alunos; e, ainda, um banner que resumia em um parágrafo e algumas fotos toda a sua alegria em ser formadora do Gestar em Petrolina. Vejam que a foto transmite um pouco desse sentimento. (além de linda, ela não parece pinto no lixo???? Kkkkkkkkkkk)

Prazeres resumiu sua história de formadora com a produção de dois conjuntos de slides bem elaborados, recheados de poesia e fragmentos de textos das cursistas sobre o Gestar e seu reflexo em sala de aula. (vejam só, que charme : ela faz pose para superar a dor de barriga e dá um show de competência. Falando nisso, ressalto que o momento de preocupação do qual falei acima, foi a saúde dela que nos causou. A segunda noite em Gravatá ela passou no hospital, na companhia da colega Joselma que demonstrou muita solidariedade e cuidado)
Flávia, essa mocinha que está comigo, é praticamente uma BB na profissão, é cheia de energia, adora estudar e acredita que pode contagiar a todos com o seu espírito jovem e disposto. Eu disse a ela que, pelo jeito e por tudo que enfrenta para ser formadora do gestar (junto com Miriam, Isabel e Eliane), quando chegar onde eu já estou olhará para trás e verá que valeu a pena, especialmente pelo muito que propagou sua alegria e conhecimento em prol de uma educação de qualidade.
Ceiça, com seus cachinhos dourados, é a mais chique porque além de ter uma turma de cursistas, ainda apóia alguns formadores. Gente. Ela é poderosa mesmo !!! ( o outro é Ricardo, amigo especial , muito inteligente e antenado com tudo quanto é música que adora fazer a gente rir e com quem sinto enorme prazer de estar.)

“Precisamos ficar ao lado de pessoas que transmitem esperança”. Foi com essa frase que Paulo concluiu sua apresentação. Ele e as meninas da sua cidade, passaram maus bocados para conseguir implantar o gestar, mas se fortaleceram juntos especialmente conduzidos pela fé em Deus que ele tem e que o torna uma pessoa muito especial.
São José do Egito, terra de poesia e boemia, foi muito bem representada por Tacia, que além de ser muito competente, tem cursistas que pintam o sete e desenham o oito nas oficinas e em sala de aula para aproveitar tudo de bom que o gestar proporciona. Foi isso que pudemos ver quando ela apresentou seu trabalho e ainda presenteou nossa formadora com material distribuído em sua cidade para as cursistas.
Entenderam agora porque o neologismo??
Esse povo todo, mesmo diante das adversidades e apesar de receberem o menor salário do país, conseguiram ser formadores brilhantes do gestar sem perder a ternura e, ainda por cima, contagiando cursistas, fazendo amigos e contribuindo decisivamente para a melhoria da educação em Pernambuco.
Isso não é ser gente, com todas as letras e sentidos??????????

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Gestar: teoria, prática, aprendizagem e emoção

OFICINA DE PRODUÇÃO TEXTUAL DO TP 6

A cada dia uma certeza é mais visível para mim: ninguem passa indesperto ou intocado pelo gestar. De alguma maneira, os encontros, as reflexões mexem com a gente, para o bem ou para o mal. Para fazer, refazer ou desfazer nossas convicções, nossa prática, nosso caminhar. Nessa oficina, entre as propostas de produção, os cursistas escreveram sobre suas próprias experiências. Algumas tristes, algumas engraçadas, algumas com traços de saudosismo. A de Edivângela me chamou a atenção pelo conteúdo reflexivo, pelo quanto me fez pensar sobre tantas atitudes impensadas e as vezes mesquinhas. Acho que o recado que ela manda a todo professor é, no mínimo, revelador das nossas falhas, das nossas carências e do quanto temos ainda que ser trabalhados para que possamos fazer o mesmo com nosso aluno. Leiam e, por favor, deixem seus comentários:
"GESTAR II – Petrolina
Petrolina-PE, 17 de setembro de 2009.

Caros colegas professores,
Não usarei o velho refrão “venho por estas mal traçadas linhas...” porque quando criança eu não entendia muito bem o sentido dessa expressão, já que as cartas eram escritas em papel pautado com linhas bem definidas e retas. Também, sem querer rejeitar nossos precursores da escrita já que nos dias de hoje, com tantos multimeios assessorando a comunicação, quem imitaria Machado de Assis ou mesmo seus personagens como Aires ou Bentinho? Mas, deixando o velho discurso para trás, me volto para o agora. Creio que todos estejam calmos, descansados e que tenham dormido um pouco mais que o normal ou, se não descansaram, que ao menos tenham aproveitado a “folga” para atualizarem as atividades do Gestar, afinal de contas, há muito para ser realizado. Depois da última paralisação nacional sei que estão todos bem. Diga-se de passagem: embora correndo o risco de sofrerem um belo desconto.
Mesmo sem a intenção, sei que já causei certo desconforto.
Colegas, sabendo que o congresso do qual vocês irão participar será todo financiado pela secretaria de educação e que este tem o objetivo de trabalhar a autoestima dos professores e consequentemente, dos alunos, orientando-os e capacitando-os quanto aos mecanismos para tratar com ética e profissionalismo um tal problema chamado “bulling”. Que, pelo observado in lócus, não diz respeito somente ao fato de as crianças e adolescentes tratarem as outras de algo que seus olhos realmente vêem mas que por razões pessoais, não aprovam e acabam por taxar o outro de gord..., tor..., preti..., mas principalmente, como a violência simbólica tem se expandido em muitas repúblicas e de forma sutil. Com isso, exércitos inteiros perdem suas armas, suas forças e ainda saem rotulados de inoperantes, incompetentes e descartáveis.
Na era do bulling entra também em cena um tal “exército free”, e este, por sua vez, reforça o bulling traduzido por tortura psicológica, financeira e por aí a coisa vai se alastrando com o bulling em série. Coisas da vida!
Confesso a vocês, meus colegas congressistas, que fica difícil ajudar quando não se tem o antídoto em reserva suficiente para si. “Afinal, como diz minha vó Ziza, a Vitalina do Sertão: “só se dá o que se tem com sobra” “ Farinha pouca, meu pirão primeiro”.
Quem disse que estou perdida nas linhas ou entrelinhas? Misturei suas idéias? Pois bem, venho por este meio de comunicação “carta” tão esquecido e desprezado, quase em extinção, expor de forma engraçada, conforme solicitado por Diza, nossa mestra querida, (Essa atividade não vale nota. O querida é sincero), na atividade do último TP do Gestar de Português para, repito: de forma engraçada, contar um problema ocorrido na escola com esta que vos escreve.
A cena se passou a cerca de vinte anos, durante a apresentação da primeira apresentadora da primeira equipe do primeiro trabalho do primeiro período da primeira turma de Pedagogia da FFPP. Percebeu que fui primeira em tudo. Sempre soube que desbravadores são pioneiros. O problema é que por vezes, somos também cobaias.
Em se tratando de autoestima, aviso-lhes: a rejeição ao nome é uma “doença” comum entre alunos e também professores. Conto-lhes: ...entre calafrios, sudoreses, tique nervoso nas pálpebras, repetições de né (s), então e quem sabe até alguns oxentes enquanto apresentava meu primeiro trabalho. Começo: uma colega de classe fazia chacota o tempo todo. Descrevo: morena, alta, perfilada, muito bonita, quase patricinha, olhava para meus pés (salto alto cordoban caqui (última moda titia), combinando com um belo conjunto secretária, também caqui, contrastando com adornos vermelho). Até aqui, tudo bem, se não fosse um simples detalhe: usava também as meias pezinho. Olhava para meus pés, apontava com o indicador e sorria indiscretamente ao ponto de chorar de tanto rir. Pior que isso, conduzia seu “grupinho” a fazer o mesmo.
Confesso que demorei para descobrir a razão daquele comportamento, uma vez que estava segura do conteúdo. Tão logo percebi, tratei de respirar profundamente e, com muita elegância, segura da carta na manga, (a colega odiava seu primeiro nome, atendia aos chamados somente quando era pronunciado seu segundo nome e na hora da chamada para a freqüência de classe, ficava sempre coladinha aos professores a fim de impedi-los de pronunciarem o nome que ela detestava). Friamente questionei: Será que eu falei alguma coisa engraçada FULANA? (soletrei calmamente seu nome). Justifiquei: Porque se falei algo engraçado FU-LA-NA, peço-lhe que diga para que eu também possa sorrir, já que mesmo tendo preparado com carinho e capricho esta aula, continuo nervosa. Se me fizer sorrir FULANA, ficarei muito grata.
Não preciso dizer a cor e o jeito que a morena ficou. Prefiro pular essa parte sórdida da cana. A questão é que, até EU, aproveitei das suas fraquezas/frustrações com o próprio nome e não poupei esforços para deixá-la envergonhada e constrangida.
Hoje, passados longos anos, sinto-me arrependida por, na época, mesmo diante das circunstâncias, ter usado a lei de Moisés: “dente por dente e olho por olho”. Naquele momento pareceu-me delicioso, providencial e autêntico. Só que, para minha surpresa, há pouco mais de um ano, tive a oportunidade de relembrar o fato com a professora “daquela famosa aula”.
Na minha ingenuidade, ignorância e petulância, “enchi a boca de gozo” para pronunciar o nome da colega para revidar humilhações.
Puro constrangimento passei ao ouvir da minha professora favorita e testemunha do meu ato de crueldade intelectual. Ouvi sim! Ouvi de “sua própria boca” (redundância geral) que seu primeiro nome é igualzinho ao da colega de quem tanto zombei. Nesta hora, confesso que lembrei o poema de Neimar de Barros “Deus Negro”...que decepção...
Procurei chão e não achei! Fui alvo do fantasma: o nome de FULANA ecoava em meus ouvidos em uma versão que eu jamais poderia imaginar. Elevada ao quadrado foi a minha tristeza e vergonha. Como podia? Os sentimentos de ambas (ex-colega e ex-professora) em relação ao nome pareciam também semelhantes. A diferença consistia tão somente em: Quem deveria ajudar quem a elevar sua autoestima?
Depois de tudo isso meus amigos, sugiro que sejam trabalhadas e discutidas questões alusivas ao tema e que, se possível, descubram formas, fórmulas ou até antídotos para essa doença que aprisionam em gaiolas internas, pessoas brilhantes. Arrisco dizer que, quando todos gostarem e assumirem seus nomes como sendo a música que verdadeiramente alegra a sua alma ou tão somente como o nome de guerra que estabelece força ao vencedor.
Finalizo esse conto, carta ou súplica abraçando e desejando votos de bom aprendizado a todos os congressistas.

De uma professora que lida todos os dias com situações e vidas que necessitam de carinho e reparos.

Edivângela Ferreira de Souza Rodrigues.
Aluna toda prosa de Diza guerreira."

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Oficina argumentação e linguagem: reflexão e diversão como estratégia argumentativa

TRABALHANDO A UNIDADE 21 DO TP 6

GEEEEEEEEEEEEEEEEEEENNNNNTEEEEEEEEEEEE !!!!!
Essa oficina foi realmente muuuuuuuuuuuiiiiiiiito boa !!!
Pra começar, o tempo passou tão rápido que nem deixou tempo pra gente se queixar de cansaço ou dos entraves característicos da nossa profissão.
Começamos fazendo uma reflexão íntima sobre o valor da paz a partir de uma propaganda de Washington Oliveto que recebi por e-mail em f orma de power point (desses que a gente recebe aos montes dos amigos que lembram da gente. É bom, né???).
Em seguida, os cursistas escolheram e retiraram um dos objetos que estavam em uma bolsa, (Detalhe: todos os objetos estavam com defeito) com a missão de, em dupla ou trio, produzir uma propaganda do produto, escolhendo argumentos convincentes e adequados a um determinado público e usando o suporte como mais uma estratégia para vender tal produto. O resultado foi um festival de risadas, entre outras coisas, porque até um óculos de grau (individual e único, como sabemos), velho e fora de moda foi posto à venda como relíquia por ter, segundo as produtoras, pertencido a John Lennon.
No segundo momento, fizemos a leitura do texto de referência na página 59 e complementamos com as reflexões propostas no resumo da página 24. Como todos já tem intimidade com a argumentação e se consideram bons argumentadores (uma vez que conseguem convencer os alunos a fazerem coisas mirabolantes) foi um momento tranquilo e participativo.
Em seguida, exibi algumas manchetes de jornais e telejornais para estimular a reflexão sobre a subjetividade disfarçada de objetividade dos jornalistas, a intencionalidade do jornal ao selecionar os fatos e o trabalho que o jornalista realiza ao transformar o fato em notícia. Nesse momento houve discussões acaloradas sobre a manipulação que a mídia consegue fazer dos leitores/telespectadores/ouvintes desatentos e de como podemos conduzir o olhar do nosso aluno para as entrelinhas e, ainda, quais estratégias podemos usar para a formação do leitor proficient que sabe perceber a argumentação presente nos textos jornalísticos.
Para exemplificar o uso dos argumentos por raciocínio lógico, entre os quais, os mais comuns são os de causa e consequência, lemos o texto "Amor e sexo" que exibe definições sobre os dois tópicos a partir da visão de mundo e do saber individual de determinados profissionais (é um texto humorístico muito legal) em confronto com o de Rita Lee e Arnaldo Jabor naquela música linda que todo o mundo conhece. Em meio a muitas risadas e até de chegar a ouvir a voz de Rita mesmo sem nenhum aparelho de som ligado, passamos para o estudo de mais uma maneira de argumentar.
Convencer o outro a partir de implícitos e pressupostos é algo válido e muito usado, principalmente porque todos sabem que para bom entendedor, meia palavra basta. Para ilustrar isso, li aquela piada (tbm recebida essa semana de uma amiga, pela net) sobre um casal que descobriu a fórmula para viver juntos por 50 anos sem brigar. Geeeente !!! acho que as risadas incomodaram nossos vizinhos, porque além de descobrir a fórmula perfeita, a mulher consegue (como sempre !!) conduzir as coisas muito bem e com a estratégia argumentativa adequada. Além disso, como a nossa turma é quase toda de mulheres (34 para 1), de quebra, ainda aprendemos algo muuuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito interessante e útil.
Para exemplificar os demais tipos e formas de argumentar, lemos alguns textos do TP e os cursistas responderam alguns questionamentos em voz alta, o que suscitou muitas discussões e exemplos vividos ou observados no cotidiano.
Depois disso, estudamos sobre os defeitos de argumentação e relembramos, entre outras situações, daquela gafe cometida por um político em uma situação conhecida por nós em que ele ao se defender de uma acusação comparou-se a Pedro e negou por três vezes a pergunta feita por um colega em uma daquelas famosas comissões de inquérito (que todos sabemos como acaba).
Fechando a oficina, levantei reflexões sobre a necessidade e o poder da contra-argumentação. Aqui, observamos aquele power point "Porque a Eva comeu a maçã" e concluímos que a coitadinha nao sabia contra-argumentar, embora, contra o último argumento da cobra nao exista contra-arumentação, né??? (rsrsrsrsrsrsrsrsrs)
Em todos esses momentos, pensamos sempre em nosso aluno e nas formas de trabalhar a leitura e a produção de textos argumentativos coerentes e eficientes.
A GAFE COMETIDA POR MIM NESSA OFICINA FOI LEVAR A CÂMERA FOTOGRÁFICA COM PILHAS DESCARREGADAS. QUE COISA!!!! NAO TENHO NENHUMA FOTO PRA MOSTRAR PRA VOCÊS A CARA DO POVVO SORRINDO A VALER. MAS, COMO BONS LEITORES, USEM SUA IMAGINAÇÃO E FAÇAM DE CONTA QUE ALÉM DE VER VOCÊS CONSEGUEM OUVIR AS GARGALHADAS, TA BOM???

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Projeto do Gestar é apresentado em fórum regional de EJA

A professora Nazarete Mariano, cursista do Gestar, esteve no fórum regional de Educação de Jovens e Adultos para apresentar o projeto "A Matemática e a língua materna: resgatando valores através do esporte" que está sendo vivenciado na escola Poeta José Raulino Sampaio e na Escola Laura Vicuña pelas professoras de Português e Matemática que participam do programa.
Tal projeto envolve alunos do ensino regular e também da EJA e visa a (re)significar o ensino das duas disciplinas através do trabalho interdisciplinar a partir da necessidade de estabelecer relações mais diretas e prazerosas entre a escola e o aluno jovem e adulto, bem como de tornar mais interessantes e significativas as aulas , em conformidade com o principal foco do Gestar que é unir teoria e prática.
As professoras Isva Modesto (1ª a direita, abaixo), coordenadora do Gestar da GRE Petrolina e Zélia Porto, representante da Secretaria Estadual de Educação (ele é Jorge Telles, representante do MEC) mostraram-se gratamente surpreendidas com o nível de comprometimento das professoras envolvidas no trabalho e tiveram oportunidade de constatar parte dos resultados do programa em nossa cidade. Quando finalizado, o projeto será amplamente divulgado e poderá servir de sugestão para os professores que sentem dificuldades para realizar um bom trabalho com a EJA.
Além de Nazarete, as professoras Adna Maciel, Penha Gama, Tereza Emanuela (Português) e Cristiane Leal (matemática) são autoras e vivenciam o projeto em suas respectivas turmas. Elas já receberam solicitação de outras colegas cursistas que querem conhecer e adaptar o trabalho que já está fazendo sucesso.




quinta-feira, 30 de julho de 2009

Isso é que é viver !!!

Quando me separei ouvia muito as pessoas repetindo uma frase: “puxa! Que pena! Não deu certo, não é?!” e isso me incomodava bastante. Em primeiro lugar porque detesto aquele olhar de pena que muitos lançam, às vezes até inadvertidamente. Depois, porque meus verdadeiros amigos sabiam o que eu havia passado nos últimos tempos e estavam, de certa forma, compreendendo todos os meus sentimentos, além disso, tinham participado de tantos momentos bons da minha vida que um comentário como aquele ali seria desnecessário e descabido

Descabido, sim, porque se eu tive um casamento de 20 anos, é porque deu certo. Deu certo durante o tempo que era pra dar. Tudo o que acontece na vida tem um momento determinado. Não dá para viver uma coisa depois de o tempo dela passar.
Não posso (por mais que queira) me emocionar agora como o fiz aos dezessete anos porque amanheci o dia em uma festa. (A sensação foi tão fantástica naquele momento que eu e minha amiga-irmã, Lane, gargalhamos até rolar no chão, acordar a mãe dela e quase despertar o pai que nos daria uma bela bronca e acabaria com nossa incontida alegria – que legal!! Adoooooro lembrar disso)
O casamento acabou porque o momento dele passou, mas isso não significa que vou me arrepender amargamente por ter casado um dia, pois se não o tivesse feito, não teria, por exemplo, tido meus dois filhos, amado demais e sido também muito amada, aprendido junto com ele uma porção de coisa que hoje me faz ser uma pessoa bem melhor.
Gente!! Isso se chama viver !! Isso é que é viver!! Não dá para passar pela vida, sem viver!!
Não deu certo é? Nada disso! Apenas seu momento passou. isso é que é viver.
Sabem por que eu me lembrei de tudo isso? Porque Naedja, uma menina muito sabidinha que ta no Gestar aprendendo junto comigo as manhas e artimanhas da língua portuguesa, me mandou um texto de Danuza Leão, muuuuuito legal. Olhem como eu tenho razão!!! Olhem como eu e ela concordamos!!
“Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido. Uma só.Quanto mais sofisticado o restaurante,menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantasvezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil(a imensa maioria das mulherescontinua com pavor de ser rotulada de 'fácil'). Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta. Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero,politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'. Deixar de lado a régua,o compasso, a bússola, a balançae os 10 mandamentos. Ser ridícula, inadequada, incoerentee não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem maciase o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK? Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago . . .”

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Oficina livre: gestar, planejamento e avaliação (e, quiçá, mais valorização)

Oficina livre: gestar, planejamento e avaliação (e quiçá, mais valorização)

Acho que, dessa vez, a gente se superou!!

Conseguimos reunir no auditório da Universidade de Pernambuco, Campus III, localizado em Petrolina, com capacidade para 900 pessoas, cerca de 1200 professores das mais diversas áreas na abertura do semestre letivo. O gestar, como sempre deu show ao conseguir fazer uma ponte entre planejamento, avaliação e as propostas do programa. A metodologia utilizada proporcionou a participação e a interação do grupo através do debate e das intervenções oportunizadas pelos formadores.
Apesar de alguns palestrantes não serem formadores do gestar, a proposta de refletir sobre as concepções de avaliação numa ótica interdisciplinar funcionou como mais uma oportunidade de encontro e interação entre as diversas áreas que compõem o currículo.
Assim, ao proporcionarmos essa Oficina Livre construímos um link com os demais componentes curriculares. Partindo do ensino da língua proposto pelo Gestar II, socializamos as experiências vivenciadas pelo Programa por meio de palestras interdisciplinares, ou seja, apoiados nos TPs , dinamizamos temáticas que se alinharam às demais disciplinas, em consonância com a Base Curricular Comum do Estado de Pernambuco.
A oficina foi organizada em dois turnos, atendendo, assim, a dois públicos distintos, que em seus depoimentos orais e escritos avaliaram positivamente o Programa, sugerindo que o mesmo possa ser extensivo ao Ensino Médio e aos demais componentes curriculares.
Ficou claro que estamos no caminho certo para fazer a diferença e melhorar a qualidade do ensino/aprendizagem. Não estou dizendo que não temos problemas e que os anseios diminuíram, mas sinto que novas e boas possibilidades estão abertas e percebo a disposição de muitos professores em dar o melhor de si em busca de uma educação de qualidade. Francinete Lima, cursista e professora da EMAAF, por exemplo, exprimiu bem o que quero dizer quando em determinado momento uma professora que não participa do gestar questionou sobre avanços e entraves e ela resumiu; “as dificuldades são muitas, mas os resultados têm sido tão bons que conseguem superá-las sem maiores esforços. A cada dia percebo mudanças significativas na minha prática pedagógica. Isso me anima a prosseguir”. Eu, particularmente, só gostaria que o governo do estado também percebesse tudo isso e nos valorizasse mais enquanto profissionais.

Eita!!! Seria a glória, hein, meu povo??!!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

OFICINA LIVRE: COESÃO E COERÊNCIA NOS GÊNEROS TEXTUAIS

A partir das reflexões propostas na unidade 20 do TP5, vivenciamos, no último dia 07, uma oficina cheia de novidades e indagações. Por conta da presença de diversos professores que, embora façam parte da rede pública estadual de Pernambuco, não participam do programa Gestar 2, precisamos – eu e as cursistas presentes - responder alguns questionamentos a respeito do programa, suas vantagens, possibilidades e entraves.
Segundo a cursista Antonia Reis, “Foi um encontro muito proveitoso, uma vez que pude esclarecer algumas dúvidas a respeito da melhor maneira de orientar meus alunos para produzirem textos coerentes e coesos e ainda tirei minhas próprias dúvidas sobre o assunto”. Acredito que a fala da professora se deve ao fato de que nós, professores costumamos, ao avaliar os textos dos nossos alunos, escrever frases do tipo: “seu texto está incoerente” ou “seu texto não tem coesão”, sem no entanto, deixar claro, exatamente, do que estamos falando.
Iniciamos os trabalhos fazendo uma reflexão sobre a necessidade de um estudo mais aprofundado a respeito do que propõe a Base Curricular Comum de Pernambuco quanto à produção de textos escritos, pois tal documento deixa claro que as competências esperadas em todas as séries do ensino fundamental e médio nesse aspecto giram em torno da coesão e coerência textuais. Senti aqui a enorme necessidade que o professor tem de se apropriar da BCC e das OTMs propostas pelo governo do estado. Para acionar os conhecimentos prévios do grupo, propus a reconstrução do texto de Heloísa Perissé (AAA 3 pag. 113) - que estava fatiado - e, em seguida, a socialização das dificuldades e conclusões a respeito da atividade. Durante a socialização, os professores fizeram depoimentos do tipo “eu usarei a mesma técnica com meu aluno, mas fatiarei o texto em partes maiores, pois se as dificuldades forem grandes demais durante a reconstrução, a atividade se tornará desinteressante”; “para fazer essa atividade, precisaremos de mesas na sala de aula ou os alunos deverão formar os grupos no chão, pois as carteiras são uma dificuldade a mais”.
Uma das propostas dessa oficina foi evidenciar o fato de que é mais viável – para o professor e para o aluno - partir sempre da situação de produção de um gênero para estabelecer e avaliar a coesão e a coerência textuais. Observar, por exemplo, que estabelecer tais processos em um conto humorístico será diferente de fazê-lo em um conto de fadas, pois, embora ambos sejam narrativos, as estratégias textualizadoras serão outras. Isso se deve ao fato de que, enquanto no primeiro deveremos usar a ambigüidade, por exemplo, como recurso, no segundo, essa estratégia seria substituída por construções do tipo “era uma vez, em um reino encantado...” daí a importância de fazer o aluno conhecer, de antemão em qual gênero a coesão e a coerência devem ser estabelecidas e de que forma isso se dará; porque em um determinado gênero a pontuação é fundamental para a construção do sentido e, em outro, a falta dela não é um defeito é, antes disso, uma estratégia.
Também consideramos importante chamar a atenção para a questão do uso do substantivo e do pronome para o estabelecimento da coesão referencial em determinados gêneros. Nesse momento, surgiram algumas discussões sobre a necessidade de trabalharmos a gramática de forma contextualizada, pois assim o estudo das classes de palavras, por exemplo, faria sentido para o aluno.
Como estamos iniciando a terceira unidade letiva, foi importante, também, o estudo sobre a sequência didática como estratégia para aumentar as possibilidades de aulas mais contextualizadas e produtivas. Assim, ao final da oficina, a turma foi dividida em grupos e cada um produziu uma sequência didática a partir dos textos da unidade 20 do TP 5, criando uma situação didática a partir dos seguintes pontos:
1º : escolha do texto (deve-se considerar as características da turma para escolher o mais apropriado)
2º : anotação de alguns temas que poderão ser discutidos a partir das idéias contidas no texto
3º : estudo das características mais recorrentes do gênero textual
4º : estudo de aspectos de análise lingüística do texto
5º : produção de um novo texto (mesmo gênero ou não)
6º : avaliação, auto-avaliação e reescrita
ABAIXO, O TEXTO DE HELOÍSA PERISSÉ
Às vezes, fico dentro do meu quarto, com a luz apagada, ouvindo música e pensando em várias paradas... paradas que me dão o maior medo. Medo do mundo acabar, por exemplo. Isso é muito sinistro. Será que o mundo vai acabar mesmo? Cara, eu ainda quero tantas coisas. Ah, falando em mundo acabar, não se esqueça: você tem que me dar aquela bendita mochila, não pensa que esqueci, não. E se o mundo acabar e você não tiver me dado, juro que vou te cobrar até a eternidade, hein, mãe!
Se bem que pode até ser bom o mundo acabar antes de mostrar meu boletim para você. Não que eu não tenha me dado bem. Mas é claro que não vai ser o que você espera de mim, mesmo porque você sempre vem com aquele papo: “Ah, mas é porque eu te acho menina de dez e não de nove e meio!” fala sério! Piada, né ?
Mãe, eu tenho medo de crescer, não conseguir casar e ficar que nem a tia Marisa, que ficou solteirona, virgem e vive reclamando de tudo o tempo todo. Ninguém merece dois minutos ao lado da tia Marisa, coitada. Quando a encontro na rua, eu, tipo assim vou lentamente mudando de calçada, senão... fico mais angustiada e eu não tô podendo!
Aí, eu penso, se por um lado eu não casar e não tiver filhos, não vou engordar, não vou ficar sem dormir todas as noites da minha vida, não vou ter que tomar conta de um monte de adolescentes pentelhos que não sabem o que querem... Assim como eu! Ó vida, crescer ou não crescer, eis a questão.
Mas aí eu penso: Caraca! Todas as pessoas crescem um dia, menos o Peter Pan, é claro. E já me vejo como a Wendy, na Terra do Nunca, de mãos dadas com o gato que faz o Peter Pan do filme (como é mesmo o nome dele?).Ele me tratando de princesa e eu lá, tomando sol, comendo frutas, nadando naquele mar maravilhoso e de repente... Aparece um bando de meninos perdidos para acabar com a minha alegria e ficar me chamando de mãe! Fala sério! Tô fora. Nem o Peter Pan consegue impedir a gente de crescer!
Sabe, mãe, crescer também significa que um dia você e o meu pai não vão mais estar aqui e isso me dá medo... MÃE, VOCÊ NÃO TÁ ENTENDENDO! Tô mal... Dá pra cuidar de mim ?

ABAIXO, ALGUMAS SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS PRODUZIDAS
a) TEXTO: A água do planeta (TP 5, pag. 230)
DISCUSSÃO TEMÁTICA: preservação ambiental, escassez de água no planeta, formas de conscientizar a população a respeito dessas questões,
ANÁLISE DO GÊNERO: características do gráfico
ANÁLISE LINGUÍSTICA: produção de gráficos, linguagem verbal e não-verbal
PRODUÇÃO DE TEXTO: produção de uma carta do leitor alertando a população sobre a questão da escassez de água e da conseqüente necessidade de economizar (proceder a leitura de cartas de leitores em um jornal que circule na cidade observando as características do gênero).
SITUAÇÃO DIDÁTICA: (anotação de todos os passos seguidos para realizar cada um dos momentos citados acima
b) TEXTO: carta (AAA 3, pag. 113)
c) DISCUSSÃO TEMÁTICA: “troca” entre pais e filhos, adolescência, consumismo,
d) ANÁLISE DO GÊNERO: características da carta íntima
e) ANÁLISE LINGUÍSTICA: variação lingüística, pronome,
f) PRODUÇÃO DE TEXTO: produção de carta íntima
g) SITUAÇÃO DIDÁTICA: (anotação de todos os passos seguidos para realizar cada um dos momentos citados acima)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O GESTAR NO COTIDIANO DAS ESCOLAS E DOS CURSISTAS

Minha turma tem 36 cursistas, - das quais, 4 são Educadoras de apoio - provenientes de 6 escolas, sendo que 5 se localizam na zona urbana e 1 no Projeto, NM 6, zona rural do município.
A maioria (cerca de 70%) dos professores possui pós-graduação lato sensu e os que não possuem estão cursando ou pretendem fazê-lo em breve, o que mostra a disposição de estudar e a vontade de aprender. Nas escolas, o programa funciona, mais ou menos assim:

Observei grande empolgação nas cursistas da Escola Paul Harris (na foto, estão Rita, Rosana e Zilda) com os resultados obtidos a partir das oficinas propostas nos TPs, especialmente, a realização de uma gincana de leitura e produção de texto, em um sábado do mês de maio, que envolveu turmas de todas as séries do Ensino Fundamental II. Apesar da dificuldade de reunir todas , em dias e horários fixos ou pré determinados, as professoras procuram otimizar os encontros e torná-los produtivos, priorizando a aprendizagem dos alunos e o próprio crescimento intelectual. O maior entrave, percebido por mim, foi a falta de acesso à internet, uma vez que algumas cursistas não contam com a ferramenta em casa, e isso torna difícil a produção de determinadas atividades, como, por exemplo, o portfólio eletrônico e a troca de correspondências com críticas, sugestões e orientações via email.
Na Escola Raulino Sampaio, as cursistas (Penha, a 2ª da esquerda para a direita, Nazarete e Adna) se reúnem, no mínimo, duas vezes por mês para planejar as atividades e oficinas que irão aplicar, bem como, para fazer reflexões a partir dos textos teóricos constantes nos TPs. Aqui, pude observar o excelente entrosamento entre as cursistas de Língua Portuguesa e Matemática, que costumam participar dos encontros, contribuir com idéias e elaborar atividades e projetos interdisciplinares, envolvendo as duas áreas do conhecimento. Como as professoras de Português dessa escola costumam estudar, trocar idéias e participar de capacitações, é visível o prazer de participar do Gestar e compartilhar com os alunos os conhecimentos adquiridos. Observei, ainda, nesse grupo um espírito de companheirismo louvável, uma vez que a cursista da Escola Laura Vicuna (Emanuela, a primeira da esquerda, na foto acima) participa dos encontros e compartilha os planejamentos, uma vez que é a única professora regente da sua escola a participar do gestar e não tem com quem discutir determinadas questões.

As cursistas (Salete, Naicleide, Juclécia e Nadja) e o cursista (Fábio) da Escola Wilma Wzely, no NM 6, enfrentam grandes dificuldades para efetuar as atividades solicitadas pelo programa e orientadas nas oficinas, dentre os quais posso citar: a escola não tem Educadora de Apoio, não dispõe de recursos tecnológicos como máquina fotográfica, computador para uso do professor, Internet, não xeroca ou imprime o material solicitado pelo professor. Tudo isso inviabiliza o bom desempenho dos professores e, consequentemente, o aproveitamento pelos alunos das benesses do programa. Entretanto, não impede que os cursistas se reúnam uma vez por semana, planejem as atividades e tentem aplicá-las quando e da melhor maneira possível. No momento em que estive presente pude orientá-los melhor quanto ao uso das atividades propostas nos TPs e AAAs, qual a melhor forma de vivenciar as oficinas, sugeri a estratégia de elaborar sequencias didáticas para direcionar o trabalho, tirei dúvidas quanto alguns aspectos teóricos e práticos do programa, entre outros. De certa forma, o grupo está um pouco desestimulado por conta das dificuldades, mas não pensa em desistir, pois percebe que a melhor saída para a situação não é essa e sim, procurar sensibilizar a equipe gestora da escola para a importância do programa nos bons resultados da escola.

Compromisso e responsabilidade são as palavras que melhor resumem o estado de espírito das professoras da Escola Humberto Soares que participam do Gestar (Patricia, Prycila e Ezinete). Elas se reúnem com a educadora de apoio (Naedja), que também é cursista, uma vez a cada quinze dias e as discussões são, sempre, muito produtivas e enriquecedoras. Percebi, entretanto um desconforto geral porque, apesar da boa vontade em aplicar na sala de aula os conhecimentos e sugestões das oficinas do programa, o tempo é insuficiente para refletir, estudar e planejar melhor as atividades. O grupo reclamou bastante das exigências burocráticas do governo do estado e garantiu que se tivesse mais tempo disponível para pensar e operacionalizar o que o Gestar propõe, o reflexo na aprendizagem dos alunos seria bem maior. Um ponto bastante positivo observado nessa escola é a aplicação de algumas oficinas adaptadas em turmas de Ensino Médio e a solicitação constante de alunos, cujos professores não participam do programa, que também querem participar das atividades, o que os tornaria, também, autores dos murais expostos nos corredores da escola com as produções feitas por estudantes cujas professoras são cursistas. As cursistas da Escola Paes Barreto (Clara, Everlânia e Antonia)contam com o apoio da educadora de apoio (Edivângela), que também participa do programa, no planejamento e realização das oficinas propostas nos TPs. As reuniões acontecem, na escola, duas vezes por mês, sempre em uma quinta- feira pela manhã, com a participação de todas que, nesses momentos, procuram refletir juntamente com os teóricos cujas idéias dão suporte ao Gestar e preparar material para ser usado nos trabalhos. Percebi pequenas dificuldades em algumas cursistas somente quanto ao uso da informática como ferramenta para possibilitar a realização de determinadas atividades e, na medida do possível, procurei contribuir com esclarecimentos prestados individualmente. A unidade e o compromisso foram as marcas observadas no grupo, além, é claro, da disposição em contribuir com a aprendizagem dos alunos e com a educação de qualidade.


Na Escola Dom Antonio Campelo, os encontros para discutir e planejar a aplicação das oficinas do programa ocorrem duas vezes por mês e são momentos de muita empolgação e diálogo. Entretanto, percebi uma questão que dificulta bastante o trabalho das cursistas (Selma, Juliane e Samira): a falta de tempo para registrar o que está sendo vivenciado em sala de aula e, ainda, a reclamação de que a exigência do trabalho burocrático, por parte da secretaria, está diminuindo a possibilidade de investir mais na qualidade da aula; uma cursista chegou a declarar que ainda não conseguiu se encantar completamente pelo programa por conta dessas questões. É importante registrar que as atividades sugeridas nos TPs e AAAs estão sendo aplicadas e o resultado está sendo muito bom, basta ver as produções dos alunos expostas nos corredores da escola e no interior das salas de aula.

“Estamos conseguindo estudar, refletir e aprender mais a cada dia; e esse é o ponto mais positivo do gestar, entre tantos que o programa possui”. Foi a fala de uma cursista da EMAAF, escola que em uma das oficinas vivenciadas, contou com a colaboração importante de alunos da universidade que, no momento, estagiavam em turmas de Ensino Fundamental. As professoras (Eva, Heloisa e Francinete) e a educadora de apoio (Marineide) costumam se reunir duas vezes por mês, mas encontram dificuldades de operacionalização porque a escola não costuma providenciar o material necessário para que as oficinas sejam aplicadas a contento. Observei muito desconforto por causa disso, mas segundo elas mesmas, nenhuma pensa em desistir do gestar e abrir mão de tudo o que o programa proporciona.


















quinta-feira, 11 de junho de 2009

A BUNDA É DURA (kkkkkkkkkkkkk)


Geeeeeeeeeeeeeeeeenteeeeeeeeeee!!

A-D-O-R-O o Jabor!! Ele é realmente ótimo!! O homem faz eu me sentir normal...aliás, normal, nao, BONITA, LINDA, GOSTOOOOOSA !!! Ô COISA BOA !!! Olhem só!!!


ARNALDO JABOR - A BUNDA DURA

Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura!!!
Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes. Sou louco?
Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?

a) Escova toda manhã: A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar-se no padrão 'Al isa bel', que é legal, por que todas as amigas tem o cabelo igual..... Burra.

b) Na moda: Estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso?
JAMAIS! O que indica uma co isa : ela não vai querer ficar desarrumada nem enquanto estiver transando.

c) Sorriso incessante: Ela mora na vila dos Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipático com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Co isa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa...... Coitada.

d) Bunda dura: As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão.
Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece!

Legal mesmo é mulher de verdade !!!! E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa.. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada as vezes, mas adora sexo.
Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema).
Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade.

E não se esqueça....
Mulher bonita demais e melancia grande, ninguém come sozinho!!!!!!!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

CARTA A UM ADOLESCENTE

GENTE, RUBEM ALVES É, ACIMA DE TUDO E ESSENCIALMENTE, UM EDUCADOR. VEJAM QUANTA COISA ELE TEM PARA NOS DIZER, PARA NOS ENSINAR, PARA NOS FAZER REFLETIR. E O MAIS INTERESSANTE É QUE É TUDO TAO ÓBVIO, MAS A GENTE (desculpe se incluo vocês aqui, na verdade estou falando de mim mesma, mas ouso incluir aqui aqueles que amam esse escritor e sabem o quento ele nos torna melhores e nmais sábios), NA NOSSA INFINITA FALTA DE TALENTO OU SENSIBILIDADE, NAO CONSEGUE EXPRIMIR. SEMPRE QUE LEIO ALGO DELE, ME ORGULHO DE SER PROFESSORA E DE TER A OPORTUNIDADE DE COMPARTILHAR COM VOCÊS A MINHA ALEGRIA E UM TEXTO TAO BOM.
"Falar de maldade é falar sobre nós mesmos. A maldade é algo que mora dentro de nós, a espera de um momento certo para se apossar do nosso corpo. Para a gente entender a maldade é preciso entender, antes, os dois poderes que somos feitos. Somos feitos de uma mistura de amor e de poder. O amor é um sentimento que nos liga a determinadas coisas, e vai desde o simples gostar até o estar apaixonado.
O amor quer abraçar, ficar perto, proteger. Amo meu cachorro: quero brincar com ele, tenho saudades dele. Se ele morrer vou chorar. Gosto da minha casa. Dói muito - dá raiva - se alguém pixa de preto o muro que tinha justo sido pintado de branco. Gosto muito de uma pessoa: pode ser pai, a mãe, o avô, a namorada. Por causa desse sentimento fico triste vendo que aquela pessoa está triste. O amor faz isso: coloca o outro dentro da gente. O que o outro sente, a gente sente também ...
Aquilo que eu amo eu quero proteger. Proteger o cachorrinho, o muro da casa, a natureza...Às vezes, a gente quer algo anterior ao proteger: a gente quer criar. Você ainda não é pai. Não tem portanto, nenhum filho para proteger. Chegará um dia, entretanto, em que você desejará ter um filho que você ainda não tem. Para isso é preciso que você tenha os poderes de homem para semear no ventre de uma mulher a semente do filho que você ama, mas ainda não tem. Você deseja ser (ainda não é) administrador de empresa, cozinheiro, médico ou flautista: você ama essas coisas; mas ainda não é. O amor sozinho não faz milagres, para ser qualquer uma dessas coisas, você terá que, devagarzinho, ir desenvolvendo poderes no seu corpo, poderes que tomarão a forma ou de conhecimentos ou de habilidades.
Quando você tem essas duas coisas juntas, o amor e o poder, coisas muito bonitas acontecem. O poder torna possível a existência daquilo que a gente ama: gero um filho, planto um jardim, construo uma casa. O poder, assim, está a serviço da alegria. Pelo poder eu posso contribuir para que o mundo seja melhor...Acontece, entretanto, que a vida anda devagar. Leva tempo para uma criança ser gerada. Leva tempo para uma árvore crescer...
Já a morte anda rápido. Mata-se numa fração de segundo. Basta puxar um gatilho, ou pisar num bixo, ou quebrar um ovo. Você me perguntou sobre a maldade: maldade é isso- quando as pessoas sentem prazer no ato de destruir, isto é quando as pessoas sentem prazer no exercício puro do poder, sem que esse poder tenha um objetivo de vida. Bondade é o poder usado para a vida. Maldade é o poder usado para a morte...
Há coisas que nunca faríamos sozinhos. Mas, em grupo, tudo é permitido. As pessoas mais mansas podem se tornar monstruosas em grupo. No grupo a gente perde o senso de responsabilidade moral.
Como eu já disse, o poder como fim em si mesmo, sem um propósito de amor, dá prazer rápido... Eu queria dar para vocês, como herança, o ovo onde moram os meus sonhos, na esperança de que vocês continuassem a chocá-lo, depois da minha partida. Sim, o mundo que eu amo se parece com um ovo: está cheio de vida, mas é muito frágil... Mas eu tenho medo de que vocês não resistam à tentação de quebrar o ovo onde eu e o meu mundo moramos. Como é fácil quebrar um ovo! Fácil e irreversível: nunca mais! Assim, por enquanto, o ovo onde moram os meus sonhos fica sob minha guarda. Até encontrar herdeiros que eu espero." Rubem Alves

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Por que meus alunos nao leem? Nao é elementar, meu caro professor

“Analfabeta não é a pessoa que não sabe ler.
É a pessoa que, sabendo ler, não gosta de ler.“
(Mário Quintana).

Risalva Nascimento. Sempre me reporto a ela quando penso e falo sobre o prazer de ler. Você deve estar se perguntando: “Mas, quem é ela? Deve ser alguma nova teórica da qual ainda não ouvi falar.” Eu respondo: não é nenhuma nova estudiosa sobre o assunto. É minha mãe. Minha referência quando o assunto é o prazer de ler porque foi com ela que senti os primeiros desejos e delícias da leitura. Ela, apesar de seus seis filhos e de todos os afazeres domésticos demandados especialmente por eles, lia sempre e muito. A maioria das minhas recordações de infância em que ela está, vejo-a com uma revista de fotonovelas, um romance Sabrina ou um de José de Alencar. Detalhe: ela só freqüentou a escola durante dois ou três anos, mas o prazer com que lia e se envolvia nas histórias era visível, quase palpável para mim. Especialmente contagiante, envolvente. Impossível ficar indiferente. Nem tentei.
Comecei assim a minha história de leitora. Durante a minha infância e adolescência, li praticamente de tudo, de Sabrina a Sidnei Sheldon, de Jorge Amado a Tex. (vai fingir que não conhece para não denunciar sua idade ?!! rs).
Quando iniciei meu trabalho como professora e as primeiras indagações sobre o fato de muitos dos meus alunos não gostarem de ler surgiram, pensei que partindo desse ponto, conseguiria, facilmente, encontrar as respostas (que todo professor de Português procura tão avidamente). Enganei-me, percebo agora. As coisas não são assim tão simples. As leituras que tenho feito e as situações pelas quais tenho passado (em uma conversa com alunos sobre o prazer de ler, um deles declarou: depois que eu passar em um concurso e estiver trabalhando em um órgão federal, a gente conversa sobre isso) me mostram que a questão é muito mais complexa e carece de muito mais reflexão e estudo.
Rubem Alves relaciona leitura e música e afirma que quando a mãe pega o nenezinho e o embala, cantando uma canção de ninar, este se tranquiliza e dorme mesmo nada sabendo sobre notas. Sendo assim, aprender a gostar de ler é possível e não passa, necessariamente, por dominar determinadas teorias. Segundo ele, tudo começa quando a criança fica fascinada com as coisas maravilhosas que moram dentro do livro. Não são as letras, as sílabas e as palavras que fascinam. É a estória. A aprendizagem da leitura começa antes da aprendizagem das letras: quando alguém lê e a criança escuta com prazer. “Erotizada“ pelas delícias da leitura ouvida, a criança se volta para aqueles sinais misteriosos chamados letras. Deseja decifrá-los, compreendê-los – porque eles são a chave que abre o mundo das delícias que moram no livro! Deseja autonomia: ser capaz de chegar ao prazer do texto sem precisar da mediação da pessoa que o está lendo.Conforme Rubem, já na escola, as delícias do texto se encontram na fala do professor, que passa a ser o mediador que liga o aluno ao prazer do texto. Existe uma incompatibilidade total entre a experiência prazerosa de leitura e a experiência de ler a fim de responder questionários de interpretação e compreensão.
Por sua vez, Alberto Manguel, em Uma história da leitura, faz um relato sobre sua experiência como leitor e cita a possibilidade de libertação que a leitura individual faculta ao leitor, que através dela pode encontrar os seus caminhos sem a necessidade de nenhum cicerone.
Agora, estudando o TP4 encontro Ângela Kleiman falando sobre o assunto e acendendo mais uma luz. Ela cita a falta de acesso, a formação precária dos professores, a falta de ambientes propícios à formação de leitores e os equívocos cometidos por estudantes e escolas ao confundirem a leitura com a decifração e cópia de letras a partir de regras memorizáveis.
De fato, os caminhos para despertar o prazer pela leitura em um mundo tão capitalista são muitos e o Gestar está contribuindo na minha busca por respostas. Continuarei lendo, refletindo, buscando, tentando contagiar meus alunos com o meu prazer de ler. Por enquanto, uma certeza: não é elementar. Não é simples encontrar respostas para a pergunta inicial. Enquanto isso, vou me deliciando ao observar, ao meu lado, um pai lendo “O Pequeno Príncipe” para seu filho que, quase cochilando, pergunta “pai, o que quer dizer `tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas´?” Vejo a mágica acontecendo novamente? É mais uma criança sendo cativada pelas delícias da leitura ?

sábado, 16 de maio de 2009

Vem coisa boa por aí !!!


Olha a gente em Gaibu para vivenciar mais 40 horas do Gestar. A surpresa ruim foi nao reencontrar Isabel. (Sentimos muuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito a sua falta, viu menina?) Depois vou dar todos -se é que é possível- os detalhes dessa semana.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Mais frutos do Gestar


A cada dia me encanto mais pelo Gestar. Além de aprender muita coisa, de poder dividir o que aprendo com tantos professores, de ter a oportunidade de compartilhar e refletir sobre meus anseios quanto ao ensino da língua com teóricos e pessoas que gostam de estudar como eu, ainda tenho a oportunidade de conviver com pessoas tao especiais. Certamente, este está entre os pontos mais importantes do programa. Planejar, discutir, refletir, socializar, aprender, crescer, brincar, sorrir ao lado dessas meninas tem sido uma graça divina. Só Deus poderia me conceder a benção de estar ao lado delas e por isso agradeço sempre a Ele e a elas, por permitirem que eu faça parte da sua vida e me proporcionarem momentos pessoais e profissionais tão ricos. Obrigada, meninas. Eu amo vocês.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

4ª oficina: TESÃO PURO!!!

Isso é o que eu chamo de momento perfeito!!! Foi o encontro da fome com a vontade de comer e com o objeto "comível". O tesão despertado encontrou sua razão de ser.


(Nossa turma. Nao deu para sair todo mundo, mas acho que está bem representada. Adoro esse povo e sua disposição para aprender e crescer)

Foi tao bom refletir sobre leitura!! tao bom dividir, compartilhar nossa principal angústia (POR QUE MEU ALUNO NAO LÊ?). Começamos assim nossa quarta oficina e as leituras, debates, conversas, intervenções foram tao importantes e empolgantes que o relógio trabalhou sem que a gente se desse conta. Sem dúvida, estamos aprendendo, reaprendendo, dividindo, somando experiências e saberes a partir de e com o Gestar e com nossas colegas. As fotos não conseguem transmitir todo o clima desse nosso encontro, mas servem como registro.
(Rita, mostrando seu registro das oficinas vivenciadas em uma de suas turmas. A empolgação, a descontração e a simplicidade dela contagiaram a todos. Ela também falou sobre crescimento e auto estima seus e dos alunos. Tudo isso é tao bom!! A gente sente o estado de encantamento -que sempre deveria nos seguir - mais próximo e palpável)


terça-feira, 21 de abril de 2009

Formação continuada sem tesão nao ha solução





FORMAÇÃO CONTINUADA: SEM TESÃO NÃO HÁ SOLUÇÃO
Concordo com Roberto Freire: sem tesão não há solução. Segundo ele, o tesão é a capacidade de manter-se entusiasmado, ligado, aceso, ardente. Ouso parafrasear o terapeuta para falar sobre formação continuada porque acho que o tesão é a chama que deve nos manter ligados durante toda a nossa vida de professor. É importante lembrar que não dá para fingir tesão ! Não para alguém experiente e observador! Não para você! Ou seja, não adianta participar de um curso de formação em serviço só fazendo de conta que está absorvendo algo. O maior enganado é você! E eu pergunto: se você é capaz de ludibriar a si mesmo, imagine o que não faz com a confiança que seus alunos, por exemplo, depositam em você.

O que fazer para manter o tesão? Sei não! Mas o caminho deve passar por olhar as coisas sempre a partir de uma nova forma de pensar, desejar caminhar descobrindo, querer dividir o que tem/sabe/é com qualidade e consistência.
Acredito que é a maior sacada investir em formação continuada. E não estou falando só no empregador, estou me referindo a pessoas que resolvem investir em si mesmas e viver sempre em processo de aprendizagem. Até porque ela está relacionada a constante busca por mudança, melhoria, criar algo novo, exercitar a intuição, a imaginação, repensar as decisões e, sobretudo, transformar as ilusões em ações. É possível, sim, manter-se ligado, aceso, ardente, em tesão constante e continuar aprendendo. O gestar está aí como mais uma evidência disso. É claro que a formação continuada ou o gestar não garantem que a educação vai dar o salto que queremos e que buscamos, mas tampouco sem eles chegaremos lá.
(Em tempo: precisamos também manter o tesão de amar, sonhar, viver, ser amigo, ser professor, e ser feliz. Dê vazão a seu tesão e seja feliz!)

Falando nisso, vejam a nossa terceira oficina, por exemplo. Quanto tesão!!!






























sexta-feira, 27 de março de 2009

Gêneros e tipos textuais: um (des) encontro na escola

O trabalho do professor de Língua Portuguesa a partir da abordagem dos gêneros textuais não é recente e conta com boa base teórica, uma vez que os estudos de Marcuschi e Travaglia, entre outros, dão subsídios suficientes sobre o assunto.

As reflexões sobre o fazer pedagógico e sobre o que é válido – e por que não? - necessário ensinar, feitas pelos professores da área, levam a conclusões (compartilhadas por professores de outras disciplinas): entre os conteúdos mais importantes, merece destaque o trabalho com gêneros textuais. Assim, as teorias defendidas pelos estudiosos funcionam como parâmetros para as discussões e ações que norteiam, praticamente, todo o trabalho dos professores: é preciso instrumentalizar o aluno para lidar bem com os diversos textos aos quais é exposto diariamente e, ainda, torná-lo capaz de produzi-los, quando necessário, especialmente, extra muros escolares.
Poucos professores de Língua Portuguesa desconhecem o que defende a maioria das teorias:

* Os gêneros não são instrumentos estanques e enrijecedores da ação criativa. São, ao contrário, os diferentes formatos que os textos assumem para ser pertinentes e funcionais;
*Caracterizam-se como eventos textuais altamente maleáveis, dinâmicos e plásticos;
*Surgem emparelhados a necessidades e atividades sócio-culturais, bem como na relação com inovações tecnológicas.
*Fruto de trabalho coletivo, os gêneros contribuem para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas do dia-a-dia.
*Nós criamos os nossos textos a partir do oceano de textos anteriores que estão à nossa volta e do oceano de linguagem em que vivemos. E compreendemos os textos dos outros dentro desse mesmo oceano.
*Nossa competência sociocomunicativa nos habilita a tomar decisões na hora de usar determinado gênero, quando precisamos saber o que pode/deve -ou não- ser dito, como/em qual situação dizer, e, ainda, adequar o gênero à situação. Essa competência é, na verdade, a capacidade que temos para perceber as diferenças na organização dos textos a partir das nossas experiências pessoais;
*Um gênero pode ser subdividido em subgêneros: o cordel seria um subgênero do gênero poesia
*Kock (2007) fala sobre a intergenericidade ou hibridização que ocorre quando um gênero assume a forma de outro tendo em vista o propósito de comunicação. Ou seja, uma tirinha pode trazer uma receita, por exemplo, de como ser feliz. O gênero vai continuar sendo tirinha. O que ocorre é que mesmo sendo veiculada na forma de receita, a função do gênero permanece. Assim, um gênero pode não ter uma determinada propriedade e ainda continuar sendo aquele gênero. Por exemplo, Uma publicidade pode ter o formato de um poema ou de uma lista de produtos em oferta; o que conta é que divulgue os produtos e estimule a compra por parte dos clientes ou usuários daquele produto.

Marcuschi (1999) diz que não acredita na existência de Gêneros Textuais ideais para o ensino de língua. Ele afirma que é possível a identificação de gêneros com dificuldades progressivas, do nível menos formal ao mais formal, do mais privado ao mais público e assim por diante.

No que se refere às concepções sobre tipos textuais, sabemos que:
*Os tipos são definidos por propriedades lingüísticas;
*Constituem sequencias linguisticas ou sequencias de enunciados;
*Sua nomeação abrange um numero limitado de categorias determinadas por aspectos lexicais, sintáticos, relações lógicas, tempo, etc;
*Costumava-se adotar apenas a tipologia textual clássica: narração, descrição e dissertação;
*Os estudos de Pereira (1993) falam sobre uma combinação entre essa classificação e outra na qual os textos seriam informativos, persuasivos e lúdicos;
*Modernamente se classifica os tipos como: narrativo, descritivo, dissertativo, injuntivo e preditivo;
*Os dois últimos, por serem fruto de discussões mais recentes causam certa insegurança e dúvida entre professores e alunos, mas são usados sempre que empregamos um chamamento ou uma instrução;
*Quando se nomeia um certo texto como "narrativo", "descritivo" ou "argumentativo", não se está nomeando o gênero e sim o predomínio de um tipo de seqüência de base;
*Travaglia (2002) fala em conjugação tipológica. Para ele, dificilmente são encontrados tipos puros. Num texto como a bula de remédio, por exemplo, que é injuntivo, tem-se a presença de várias tipologias, como a descrição, a injunção e a predição . Travaglia afirma que um texto se define como de um tipo por uma questão de dominância, em função do tipo de interlocução que se pretende estabelecer e que se estabelece, e não em função do espaço ocupado por um tipo na constituição desse texto.
*Marcuschi defende o trabalho com textos na escola a partir da abordagem do Gênero Textual e não da Tipologia Textual, uma vez que, para ele, o trabalho fica limitado, trazendo para o ensino alguns problemas. Para ele, não é possível, por exemplo, ensinar narrativa em geral, porque, embora possamos classificar vários textos como sendo narrativos, eles se concretizam em formas diferentes – gêneros – que possuem diferenças específicas.

Entretanto, o conhecimento sobre as teorias não garante um resultado positivo e não torna os alunos leitores proficientes, pois os equívocos por parte de alguns professores (observados durante oficinas realizadas ano passado em escolas da região) e até escritores de livros didáticos ainda são grandes. Por exemplo:
*Alguns professores, sem citar nenhum gênero e dando ênfase somente aos aspectos lingüísticos do texto, ainda solicitam ao aluno que escreva uma “narrativa”
*O próprio professor, quando em situação de estudo, (como nas oficinas do Gestar, por exemplo) produz um texto e classifica o tipo, quando foi solicitado que produzisse um gênero, e não percebe a diferença;
*Muitos alunos quando questionados sobre o gênero textual analisam e respondem sobre aspectos referentes à tipologia e, muitas vezes, não são corrigidos pelo professor;
*Muitos autores de livros didáticos ainda direcionam o olhar do aluno somente para a tipologia, tanto nas seções de análise com na de produção de texto ;

Observei dois livros usados aqui na cidade e percebi o seguinte:
* Leila Lauar, no livro Português – Leitura , produção e gramática, da Editora Moderna, encaminha a análise e a produção dando ênfase quase que totalmente para o estudo da tipologia. Em uma seção do livro da 7ª série convida o aluno a fazer uma “produção de história com discurso direto e indireto”. Nas orientações para a produção do texto, fala em narrativa, chama, ainda, a atenção do aluno para o nível de linguagem a ser usado no texto, mas não cita nenhum gênero textual.
* Já Terezinha Bertin, no livro Tudo é linguagem, da Ática, no livro da 7ª série, por exemplo, refere-se a um texto por seu gênero (conto) e encaminha o estudo tanto para a identificação dos elementos da sequência discursiva - levando o aluno a fazer análise lingüística, por exemplo e a observar os efeitos de sentido de determinadas expressões - quanto para o estudo do gênero, quando, ao orientar a produção deixa claro qual gênero deverá ser produzido.

Tudo isso possibilita a seguinte conclusão: os estudos sobre gênero e tipologia textual estão muito bem divulgados e os professores estão buscando acertar nas escolhas de metodologias que possibilitem a formação do leitor e produtor proficiente, entretanto, o caminho ainda mostra-se longo e com alguns descaminhos. Estes professores precisam estar conscientes de que o livro didático, um dos principais recursos/apoios de que dispõem para encaminhar o trabalho com gêneros textuais - entre outros- deve ser complementado com muita criatividade, estudo, pesquisa e embasamento teórico.


REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

MARCUSCHI, L. A. Por uma proposta para a classificação dos
gêneros textuais. Recife: UFPE, 1999. (inédito).

KOCK, Ingedore, ELIAS, Vanda Maria, Ler e compreender os sentidos do texto, editora Contexto, São Paulo, 2007
BORGATTO, Angela, BERTIN, Terezinha, MARCHEZI, Vera, Tudo é linguagem, editora Ática, São Paulo, 2007
SARMENTO, Leila Lauar, Portugues – leitura, produção e gramática, editora Moderna,São Paulo,2006
TRAVAGLIA, L. C

quinta-feira, 26 de março de 2009

avaliações das oficinas

As mensagens abaixo foram enviadas via email por alguns cursistas. Acho que, além de mim, há muita gente encantada pelo gestar. O resultado de tudo isso será, com certeza, refletido na sala de aula pra o bem da educação em Pernambuco. TÔ FELIZ!!!!!!!!!!!!!!

Avaliação do 1º encontro

Nosso primeiro encontro foi um pouco tumultuado devido a quantidade de pessoas por sala, por isso não foi possível um maior aprofundamento nas questões abordadas.Na hora das explicações da lição de casa o tempo e a organização das pessoas atrapalhou um pouco. Acho que o próximo será melhor.A atuação das formadoras foi boa. um abraço a todos que fazem parte do meu grupo de trabalho e vamos nos unir para que possamos desempenhar bem as atividades com nossos alunos. Ezinete

Avaliação do segundo encontro
Eu estou encantada com o curso, pois é uma ótima oportunidade de aprender mais a cada dia. A segunda oficina foi maravilhosa, pois tivemos mais oportunidades de trocar experiências e tiraras nossa dúvidas. O ambiente físico estava muito agradável. Abraços. Antonia Reis

Eu estou encantada com o curso desde o I Encontro. Afirmo para qualquer pessoa que mesmo não sendo da área de língua portuguesa (sou pedagoga e estou atuando, no momento, como educadora de apoio/coordenadora) todos deveriam participar de um curso desse porte, pois nada melhor que compreendermos a nossa própria língua. Parabéns a Professora Diza que está conduzindo o curso com muita propriedade.
Naedja Guedes

Trabalhos realizados com muita qualidade. Era, na minha opinião, o que faltava para tornar a prática pedagógica de cada um, cada uma de nòs mais completa, menos estressante. O material, nossa, era tudo o que eu precisava. Sinto-me uma principiante em final de carreira, pode? Deus abençõe a todos nós!
Aparecida Leite

Diza, nosso 2º encontro foi ótimo. Gostei de ouvir as experiências das colegas, foi muito boa a socialização dos trabalhos, acredito que a divisão da turma contibuiu muito para a melhoria dos nossos trabalhos. E mais uma vez eu a parabenizo pelo maneira como conduziu os assuntos a serem trabalhados no TP. Até o próximo encontro.
Beijos, Prycila

quinta-feira, 19 de março de 2009

Ô povo bonito e estudioso !!!!



Vejam !! Nao exagero quando digo que estou muitissimo bem acompanhada ! Essas meninas, além de serem lindas e de gostarem muuuuuuuuuuiiiito de posar para as fotos também trabalham e estudam pra caramba!!!
Estou adorando minha turma de cursistas.

Socialização de experiências

Nessa segunda oficina, um dos melhores momentos foi aquele da socialização dos trabalhos realizados nas escolas a partir do estudo e das atitividades propostas nas unidades 9 e 10 do TP 3. As palavras que mais se ouviram foram: "um sucesso !!" " Conseguimos empolgar os alunos!! "
A auto-estima de professores e alunos foi a tônica dos relatos. Alguns textos de alunos foram lidos e a metodologia dos professores foi apresentada com muita competência e empolgação.
Estamos bem felizes porque o Gestar ja é uma realidade em nossa cidade e, com certeza, será um divisor de águas na nossa busca incessante pela melhoria da qualidade do ensino aprendizagem.

2ª oficina


19 de Março, segunda oficina. Percebi certa apreensão nos olhos dos cursistas. Acredito que isso ocorreu porque em nossa primeira oficina o elemento complicador, espaço físico, dificultou bastante os trabalhos e o programa ainda nao havia sido entendido na íntegra.
Iniciamos com o texto "Gaiolas e asas", de Rubem Alves, e esse foi um elemento facilitador para que o clima melhorasse na sala. Rubem, com sua sabedoria, nos fez refletir sobre a escola que temos e a escola que queremos ter, bem como, qual é o nosso papel nesse contexto.
A partir dos estudos de Marcuschi, Travaglia e Coroa, os cursistas produziram um texto baseado em uma sugestao do "Avançando na prática do TP 3. Durante a socialização, pude perceber que muitos ainda sentem certa dificuldade em diferenciar tipo e gênero textual, o que tornou a reflexão que se seguiu bastante conveniente e esclarecedora.
As discussões nos levaram a concluir que, como Marcuschi defende, devemos priorizar na escola o estudo dos gêneros, uma vez que as sequencias tipologicas assim se materializam. Ficou claro, ainda, que, como a heterogeneidade tipológica é um fato, torna-se desnecessário orientar o aluno para a classificação do tipo em detrimento da produção do gênero.
Observando dois dos livros didáticos usados em escolas nas quais alguns dos cursistas trabalham, concluimos que a dificuldade para trabalhar com tipos e gêneros textuais nao é exclusiva do professor, uma vez que nos livros analisados há alguns equívocos. Um dos autores, por exemplo, ainda prioriza o tipo tanto nos exercícos de análise textual quanto nas propostas de produção.
Assim, concluímos que o professor precisa realmente estar atento e instrumentalizar-se para dar conta dessas e de outras questões.

domingo, 15 de março de 2009

Produzindo

Planejamos o Gestar aqui em Petrolina da seguinte forma: de acordo com sugestao dos formadores e solicitação da GRE, os diretores fizeram o horário da escola já deixando os professores de Língua Portuguesa de 5ª a 8ª sem aula na Quinta-feira (os de mtemática, na Terça), para deixá-los com disponibilidade de horário para participar do Gestar e também vivenciar a aula atividade.

Isso possibilita encontros nesse dia da semana: em uma Quinta os professores participam da oficina e na outra se encontram com seus pares para ler, discutir, tomar decisões, enfim. Isso também pode ser feito individualmente, de acordo com a escola ou o grupo de professores.

Nós, formadores, por nossa vez, quando nao estamos nas oficinas, estamos planejando, estudando, etc. Na foto ao lado (dia 12 de Março), estamos na GRE após a primeira oficina fazendo isso. Foi um encontro produtivo, mas percebemos que talvez seja necessário refazer alguns planos, porque o horário nao foi suficiente para concluirmos algumas questões. Como tudo é ainda muito novo, estamos tranquilas quanto a isso também.

Durante a semana, recebi por email, algumas avaliações feitas pelos cursistas da primeira oficina. O resultado é bastante positivo. É fácil perceber como todos estão animados ante a possibilidade de participar do programa e alguns já aplicaram algumas atividades sugeridas no TP 3. Como ponto negativo, todos citaram o espaço físico que realmente era muito pequeno para o grupo. Nesse sentido, ja conseguimos um avanço, pois uma outra escola resolveu nos ceder algumas salas para a realização das oficinas e o problema está resolvido.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Uma pausa para a pose


Em meio a tanto trabalho, a gente também posa para registrar nosso encontro e também para que a posteridade nos reconhçs como construtores de um relacionamento melhor com a língua e suas veredas. A cada dia uma certeza é maior: mais do que o prazer de ler e escrever, precisamos sistematizar a prática da leitura e da escrita visando à formação do leitor crítico e proficiente. O que precisamos fazer para que isso aconteça? Devemos continuar estudando ate encontrar caminhos.